Quarta-feira, Junho 19, 2013
Quinta-feira, Junho 06, 2013
Obituário: Esther Williams (1921-2013)
Segunda-feira, Junho 03, 2013
Sexta-feira, Maio 31, 2013
«Blood Simple.», revisão em alta:
Segunda-feira, Maio 27, 2013
«Que sei eu de Walsh?»

Só isto, que é muito pouco.
Obrigado ao Luís Mendonça pelo convite e, claro, ao «À pala de Walsh».
Sexta-feira, Maio 24, 2013
Filmes em revista sumária #400

Da Maravilha e do Amor total a preto e branco que emanam da abadia do Monte de Saint Michel (imagino que Malick não tenha estado por lá em tempo de enchente de buses e/ou presenciado o que o futuro comboio acarretará em termos de impacto visual em todo aquele paraíso…) rapidamente somos transportados para uma enxurrada de dichotes completamente ocos e de auto-plágio em regime de piloto-automático que se teme ser Malick muito melhor quando filmava ao ritmo de Kubrick (isto de ser mestre não encaixa em todos…) do que a esta recente produção em série. Infelizmente, em «To the Wonder», esgota-se rapidamente a paciência para os bailaricos filosófico-espirituais de Olga Kurylenko e em relação a Affleck nem chega a haver pachorra, tal o miscast completo do canastrão. As personagens de Bardem e Rachel McAdams vêm e vão sem se saber como e sem deixarem rasto. Valem a banda sonora e uns quantos planos por entre o trigo e o vento e o Céu e a Terra (muito mais do que os filmados na Bretanha, por sinal), que nos transportam para o subvalorizado «Days of Heaven», o meu favorito – e peço desculpas aos malickianos - de todos os de Malick.
Quarta-feira, Maio 22, 2013
Terça-feira, Maio 21, 2013
Filmes em revista sumária #399

Di Caprio não tem culpa (muito menos terá Scott Fitzgerald…) da veneta frenética com que Baz Luhrmann resolveu recuperar para o nosso tempo a personagem inacreditável chamada James Gatz, perdão, Jay Gatsby, que Redford (muito mais do que Ladd, diga-se) houvera protagonizado para a posteridade da cinefilia em 1974, apesar do filme de Jack Clayton estar longe de ser uma obra-prima enquanto tal quanto mais ombrear sequer com o fabuloso livro. Curiosa e precisamente, o melhor deste filme do autor de «Moulin Rouge» reside nas cenas deixadas de fora dos seus tiques alucinados e historicamente incorrectos e do frenesim pirotécnico em que tudo se desenrola; vejam-se, por exemplo, a belíssima cena em que Gatsby vai deitando camisa a camisa sobre Daisy, ou aqueloutra da discussão em crescendo entre os dois ‘galos’ no pré-acidente, a primeira de uma poesia à Fitzgerald, a segunda de uma tensão dramática notável, o que prova que Baz pode e sabe fazer muito melhor do que videoclips ‘marados’. As 3-D são para rir e completamente desnecessárias (já cansam…). Os rostos de agora não são os rostos dos anos 20, disso já todos nos demos conta; e aquele ambiente, pese embora todos os efeitos especiais e mais alguns, é impossível de revisitar sem o toque de um génio que Baz não é. Mesmo assim, o filme vê-se bastante bem (melhor que o passado no refúgio de Toulouse Lautrec… mesmo que no mesmo registo de cores à BD e música massacrante) e há qualquer coisa que nos continua a bater bem fundo aquando do epílogo: a culpa, claro, essa é toda de Fitzgerald. Revisite-se a versão de 74, já.
Quarta-feira, Maio 15, 2013
Segunda-feira, Maio 13, 2013
Quinta-feira, Maio 09, 2013
Quarta-feira, Maio 08, 2013
«Badlands» (1973), revisão em alta:
Segunda-feira, Abril 29, 2013
Quarta-feira, Abril 24, 2013
Filmes em revista sumária #398

«Dean Man Down» começa por repescar claramente a memorável e maquiavélica combinação feita a bordo de «Strangers on the Train» por Robert Walker e Farley Granger, para depois encarreirar no trilho de uma intrincadíssima vingança (com justa causa, como sempre acontece nestes casos…), que mete máfias albanesas, respeitáveis húngaros, uma francesa a modos que só Huppert a representaria e um par de protagonistas que faz faísca do princípio ao fim: Colin Farrell e Noomi Rapace. O filme nunca cansa e vai havendo acção e surpresas, umas atrás das outras. Visualmente falando, o filme está bem conseguido (estão muito bem apanhadas as cenas de janela/varanda para janela/varanda) e é uma agradável surpresa no panorama recente dos filmes norte-americanos do género, não fora um simples facto: o seu realizador chama-se Niels Arden Oplev e realizou «The Girl with the Dragon Tattoo», está tudo dito. Venham mais!
Sexta-feira, Abril 19, 2013
Quarta-feira, Abril 17, 2013
Filmes em revista sumária #397

Havia a obra-prima no Mudo, por Murnau; fica agora a referência para o cinema sonoro: «Fausto», por Sokurov (aliás, não podia ser por mais ninguém…). Pese embora uma sonoplastia demasiado ruidosa que se faz sentir nas cenas de exteriores, por culpa da dobragem, suponho. Pese embora uma adaptação talvez demasiado livre do texto de Goethe (mais Mann, a saga pela alma, via genitais?), que troca as voltas ao que se leu há tempo demasiado e exila o nosso imaginário pré-concebido. Pese embora alguns engulhos narrativos em que o filme se deixa cair, talvez por excesso estilístico do realizador (os momentos com a lente enviesada, por ex., aquando da entrada de Fausto na ‘loja’ do diabo), mas que logo ficam para trás mal a prodigiosa câmara de Sokurov volta a decidir ‘tratar do assunto’ e seguir em frente. Pese embora isso, o filme é poesia pura; sente-se, cheira-se e saboreia-se. Tem momentos espantosos, de um deslumbramento visual e estético a toda a prova, a começar pelo da sequência onírica inicial (homenagem a Murnau, claramente), ou aquela pictórica passada com as mulheres lavadeiras, ou a da sedução de Margarida, por Fausto (ai aqueles grandes-planos!). Momento sublime, o do ‘mergulho’ dos amantes. E que o Inferno seja um imenso fiorde gelado, sim... E Que Viva Sokurov!
Terça-feira, Abril 16, 2013
Filmes em revista sumária #396

Num filme sóbrio, de boa cêpa americana e rodado à boa maneira dos thrillers dos idos de 70, Redford mostra-se em «The Company You Keep» em boa forma e demonstra que está aí para as curvas, seja como actor, realizador, produtor, organizador de festivais, figura pública e homem de causas. Além disso conseguiu reunir um elenco de luxo e retirar dele o máximo. A intriga não precisa de ser rebuscada para absorver o espectador do princípio ao fim, basta-lhe um baú de memórias (o Vietname, o jornalismo de investigação, etc.), firmeza e um toque de bom gosto. O bom Cinema é assim e as boas companhias também.
Quinta-feira, Abril 11, 2013
Filmes em revista sumária #395

Um dramalhão dos sete costados, este «Profundo Mar Azul» - e um título piroso assim afugenta muita gente... –; filme que marca o regresso do nada prolixo (o que é péssimo) mas profundamente nostálgico e contemplativo (óptimo) Terence Davies. Podia ser teatro mas é filme e muito bom. Trata, com irrepreensível bom gosto e sentido apurado da «mise en scène», de um triângulo amoroso, de ‘catetos‘ sob paixão assolapada um pelo outro (e final previsível) e de uma ‘hipotenusa’ em que o amor-carinho-segurança-do-lar acaba por vingar. Davies e o seu trio de actores, liderado pela deslumbrante Rachel Weisz, conseguem momentos assombrosos, como aquele da cena de amor logo ao início do filme (em que em plano picado e ao som de partitura de Barber, vamos tendo diferentes visões, rodando e voltando a rodar, de coxas nuas e tecidos de padrão exótico) e aqueloutros entre diálogos de marido e mulher (e que diálogos!), ou aqueloutras só possíveis num filme britânico, como a do chá com a sogra ou a do convívio no pub. Respira-se por todo o lado a Velha Albion e a fleuma britânicas, neste drama de ‘caixão à cova’. Conclusão: já não se fazem destes filmes, e é pena!
Segunda-feira, Abril 08, 2013
«Heat» (1995), revisão em alta:
Sexta-feira, Abril 05, 2013
Quinta-feira, Abril 04, 2013
Quarta-feira, Abril 03, 2013
Terça-feira, Abril 02, 2013
Sexta-feira, Março 29, 2013
Quinta-feira, Março 28, 2013
Quarta-feira, Março 27, 2013
Terça-feira, Março 26, 2013
Filmes em revista sumária #394

«Lá em cima está o tiro-liro-liro, cá em baixo está o tiro-liro-ló…», i.e., lá em cima, no patamar do topo do teleférico está todo um mundo de dinheiro e tentação, de turismo e de branco, de sonhos e quimeras; cá em baixo, na outra extremidade, a dura realidade de uma torre de apartamentos isolada entre cumes gelados, mas também os afectos, as desventuras, a depressão. E é lá em cima que está a fonte de rendimento de cá de baixo. Filme tão fatalista quanto comovente, «Irmã» (no original: «L`Enfant d`en Haut»), de Ursula Meier, vive de belos e inspiradíssimos planos e de uma melancolia transbordante da paisagem e da obstinação da personagem central interpretada pelo pequeno Kacey Mottet Klein. O desencontro-reencontro no vai e vem do plano final é fabuloso.
Sexta-feira, Março 22, 2013
Filmes em revista sumária #393

«A Caça», de Thomas Vinterberg, trata da ‘espiral recessiva’ de alguém que, de um momento para o outro e à custa de uma falsa acusação (ou será insinuação?), vê a sua vida ruir como um castelo de cartas. Fala dos olhares de lado e dos amigos da onça, da intolerância, dos injustiçados e da latência da violência; fala do desespero e do direito à indignação e à revolta; e da imprevisível perversidade dos mais inocentes. Há um ambiente de frenesi constante, fruto de uma gestão prodigiosa da imagem e do som e há interpretações soberbas e momentos inolvidáveis (a cena na Missa do Galo, o olhar da pequena Klara, o fazer as pazes de amigo a amigo, a cena final, etc.). Tem e fala disso tudo e é um filme magnífico. Quanto ao manifesto Dogma 95, já era, aliás, nunca passou de uma mui bem-sucedida manobra publicitária. Ah, é verdade, só podia ser um filme nórdico…
Quinta-feira, Março 21, 2013
Harry Lime está neste final de tarde na Cinemateca:
Like the fella says, in Italy for 30 years under the Borgias they had warfare, terror, murder, and bloodshed, but they produced Michelangelo, Leonardo da Vinci, and the Renaissance. In Switzerland they had brotherly love - they had 500 years of democracy and peace, and what did that produce?
The cuckoo clock. («The Third Man»)
Quarta-feira, Março 20, 2013
Terça-feira, Março 19, 2013
Let's go home, Debbie.

Dito, visto e escutado ontem em «The Searchers», talvez o melhor de todos os westerns.
Em vésperas do Dia do Pai.
Sábado, Março 16, 2013
Sexta-feira, Março 15, 2013
Quinta-feira, Março 14, 2013
Quarta-feira, Março 13, 2013
Filmes em revista sumária #392

Sem os nomes de Guillermo del Toro (produtor) e Jessica Chain (actriz principal), talvez que «Mama» passasse por aí sem qualquer menção, muito menos honrosa. Ficam apenas registados, com efeito, a parte do filme em que a ‘mamã’ está presente de forma fantasmática, mormente, apenas visível como que por lentes distorcidas pela miopia (aliás, o momento em que o monstro se mostra e prossegue com ‘actor principal’ continua a ser o principal motivo da perda de impacto de um filme de terror…) e algumas cenas bem conseguidas neste filme de clara incursão pelo universo terrífico de índole japonesa. Mas, lá está: o monstro tinha que passar a actor principal e a partir do momento em que a ‘veia’ do produtor, com os seus excessos ‘vaporosos’ e música pirosa, deita tudo a perder, quedando-se o filme por uma meia mediocridade e a não justificar menção honrosa.
Afinal, cadê os 'meus' western spaghetti?

Já me estava a ver refastelado no São Jorge (leia-se, a sala 'Manoel de Oliveira') a deliciar-me com os rostos patibulares, o sangue 'de' ketchup e os socos a soarem a sacos a rebentar, dos idos de 60 e 70, e com Nero, Gemma, Volontè, Van Cleef, Hilton, Terence Hill, etc., etc. e nem um Ringo, nem um Sartana, etc.? Bah!
Terça-feira, Março 12, 2013
Segunda-feira, Março 11, 2013
Filmes em revista sumária #391

Excelente regresso de Soderbergh ao thriller, este «Efeitos Secundários», sobretudo depois da fase menos boa da sua produção recente …, pessoalmente, acho que já não havia nada tão bom desde «Traffic». Neste filme tão de … actores (e como Rooney Mara vai já de vento e popa…), e deste modo quase uma revisitação de «Sex, Lies & Videotape», todos os seus atributos de grande entre os maiores do cinema norte-americano, continuam de boa saúde e recomendam-se (mesmo que o autor avise que poderá entrar em sabática prolongada): um argumento simples (e sem buracos’), uma narrativa escorreita (sem artifícios nem pompas), usa de diálogos actuais (sem descambarem…), de câmara sob o signo da fotogenia (parece que a câmara funciona por detrás de véu de tule) e de uma montagem virtuosa (nem Nolan faria melhor). Em poucas palavras, mantém vivo o interesse do espectador do princípio ao fim, e isso é, numa palavra: Cinema.
Sexta-feira, Março 08, 2013
Filmes em revista sumária #390

Dos meandros da corrupção camarária, das trapalhadas à volta da especulação imobiliária (onde é que eu já vi isto?), aqui com o ‘picante’ de haver jogo de infidelidades e assassinatos à mistura, é disso que trata este «Cidade Dividida»; diria que dividida entre os honestos e os desonestos e aqueles que fazem de conta que são uma coisa e são outra. Um bom entretenimento em tarde chuvosa, com Russell Crowe em underacting e a ganhar todas as cenas em que entra, Whalberg um bocadinho melhor do que é habitual. Cumpre.














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